Piracicaba, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Projeto propõe testes semestrais para identificar agrotóxicos na água de Campinas

Proposta do vereador Pedro Tourinho prevê análises a cada 6 meses e divulgação dos resultados à população.

Projeto de vereador obriga Sanasa a fazer teste para detectar agrotóxico na água de Campinas
Foto: foto câmara de campinas – div

Um projeto de lei apresentado pelo vereador Pedro Tourinho (PT) na Câmara de Campinas prevê análises a cada 6 meses para identificar a presença de agrotóxicos na água destinada ao consumo humano. A proposta também determina que os resultados sejam divulgados de forma compreensível à população.

Dados do Ministério da Saúde apontam a presença de 27 agrotóxicos na água de Campinas. Entre eles, 11 são classificados como altamente tóxicos e estão associados a doenças crônicas, como câncer, defeitos congênitos e distúrbios endócrinos. Do total identificado, 26 aparecem acima do limite permitido por lei.

Entre as substâncias citadas estão Atrazina, Carbendazim, Carbufurano, DDT e Glifosato. O levantamento considera informações coletadas pelo Ministério da Saúde entre 2014 a 2017. No período, foi detectada a presença de uma combinação de agrotóxicos na água em um quarto das cidades brasileiras.

São Paulo foi o estado com a maior variedade de substâncias identificadas. Segundo os dados, 11 agrotóxicos estão associados ao desenvolvimento de doenças crônicas, como câncer, malformação fetal, disfunções hormonais e reprodutivas.

Para Tourinho, a proposta pode ampliar a transparência para os consumidores. O vereador afirmou que a Sanasa, empresa de saneamento básico de Campinas, deve oferecer água com a maior qualidade possível e informar sistematicamente sua composição.

O projeto estabelece que as informações obtidas nos testes semestrais fiquem disponíveis para toda a população. Tourinho também declarou que os consumidores devem saber quais características têm a água pela qual pagam e citou a tarifa de água de Campinas como uma das maiores do país.

Texto produzido pela Redação Aprende em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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