SANTARÉM — As seis pessoas mantidas sob ameaça em uma joalheria de Santarém foram libertadas sem ferimentos após cerca de 40 minutos de negociações. Entre os reféns estava uma mulher grávida. Três homens armados foram presos, e as joias recolhidas durante a tentativa de assalto acabaram recuperadas.
A ocorrência foi registrada na Avenida Rui Barbosa, no Centro da cidade, na manhã desta terça-feira (8). Comerciantes e pedestres perceberam uma movimentação suspeita e avisaram o proprietário do estabelecimento, que comunicou o caso à Polícia Militar.
Negociação e rendição
Policiais do 2º Batalhão de Missões Especiais (2º BME), que faziam patrulhamento na região, cercaram a joalheria. A Polícia Civil também enviou agentes especializados em investigação de roubos para apoiar a ação.
Dentro do estabelecimento, os suspeitos recolhiam peças dos expositores quando passaram a ameaçar as pessoas com armas de fogo. A Polícia Militar assumiu o gerenciamento da crise e iniciou as negociações.
Durante a conversa, o grupo pediu água e liberou um dos reféns depois de receber o que havia solicitado. Em seguida, exigiu a presença de um advogado e da imprensa. Os demais reféns foram soltos gradualmente, até que todas as seis pessoas deixaram o local.
Com os reféns em segurança, os homens entregaram as armas e se renderam por volta das 10h. De acordo com a PM, eles também teriam pedido coletes à prova de balas antes de sair da joalheria.
Investigação
Os policiais apreenderam armas, munições e celulares que estavam com os suspeitos. O proprietário estimou que as joias recuperadas valem entre R$ 300 mil e R$ 500 mil. Nenhuma peça foi levada.
Durante o encaminhamento à viatura, um dos presos disse que é natural de Santarém, mas mora em Castanhal. Ele afirmou ainda que o assalto não havia sido planejado e relatou que um veículo branco aguardava o grupo do lado de fora. Essas informações serão verificadas durante a investigação.
Os três suspeitos foram levados à Seccional de Polícia Civil de Santarém e autuados em flagrante. A Polícia Civil continuará o trabalho para apurar a possível participação de outras pessoas e as circunstâncias do planejamento e da execução do crime. As vítimas receberam atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).








