Piracicaba, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Renan Santos retoma ataques após decisão do TSE sobre campanha

Candidato do Missão voltou às redes após Dias Toffoli suspender decisão que interrompia repasses, perfis e participação em debates.

O inimigo é outro: Renan volta em guerra com Cury e 'ajuda' de Wagner Moura
Foto: Manoella Mello/Globo

A campanha de Renan Santos, candidato do Missão à Presidência, voltou às redes depois que o ministro Dias Toffoli reverteu a suspensão de repasses, perfis oficiais e participação em debates determinada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A decisão inicial havia sido assinada no domingo (30). Toffoli apontou um “erro proposital” no registro da candidatura, porque Renan não teria informado perfis oficiais da campanha ao TSE. A omissão, segundo a decisão, permitiu que as páginas permanecessem sujeitas a recomendações de algoritmos durante dez dias, o que é proibido pela legislação eleitoral.

Vídeo de despedida

Durante o período de suspensão, Renan publicou um vídeo de 34 segundos com imagens em preto e branco de Daniel Vorcaro, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. A montagem usou uma fala de Wagner Moura no filme “Tropa de Elite 2”, interpretada pelo personagem Capitão Nascimento: “Mesmo assim o sistema continuava de pé”.

A produção apresentava o candidato como alguém impedido de continuar a campanha e associava a situação a uma crítica ao sistema. Com a decisão posterior de Toffoli, Renan retomou as publicações.

Disputa com Augusto Cury

A volta às redes ocorreu no mesmo período em que pesquisas colocaram Augusto Cury, do Avante, à frente dos candidatos da chamada terceira via. Renan aparecia com 3% das intenções de voto na Quaest e passou a direcionar críticas ao concorrente, em vez de concentrar os ataques em Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, alvos frequentes de suas publicações anteriores.

Renan compartilhou conteúdos sobre a presença de influenciadores investigados no caso Banco Master na campanha de Cury. Em uma publicação, afirmou que Cury era ligado à Fictor, empresa que teria tentado comprar o banco, e que havia sido impulsionado por influenciadores associados ao caso.

A mensagem também citou Thiago Miranda, jornalista ligado a Daniel Vorcaro. Renan classificou Cury como um candidato beneficiado por uma eleição despolitizada.

No X, o candidato ainda comentou o alcance obtido em um podcast e a permanência de sua candidatura com baixa pontuação nas pesquisas. “A República acabou e ninguém liga”, escreveu.

Texto produzido pela Redação Aprende em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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