Piracicaba, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Ciência

Sapos em casas: veja como retirar o animal e proteger cães e gatos

Anfíbios buscam umidade e insetos; manejo sem contato direto reduz riscos para pessoas e pets.

Sapos em casas: veja como retirar o animal e proteger cães e gatos

A presença de sapos, rãs e pererecas em casas e quintais aumenta com a umidade, o calor e a oferta de alimento. O período de maior ocorrência costuma coincidir com a época reprodutiva, entre outubro e março, mas mudanças no clima podem antecipar ou prolongar o aparecimento.

A iluminação externa também favorece a aproximação. As lâmpadas atraem insetos, que passam a servir de alimento para os anfíbios. Para o biólogo Feliphe Novais, professor de biologia do Colégio Sigma, em Brasília, chuvas isoladas e temperaturas elevadas podem tirar os animais mais cedo do período de dormência da seca.

A bióloga Carol Braga, professora do Foco Medicina Vestibular, afirma que o sapo não entra em ambientes urbanos por agressividade. “Encontrar um sapo dentro de casa normalmente não representa uma emergência”, disse.

Riscos para pessoas e animais

O contato com sapos oferece baixo risco às pessoas. Esses animais não injetam toxinas, mas têm glândulas parotoides atrás dos olhos, que liberam substâncias de defesa quando são pressionados ou mordidos. A exposição pode irritar olhos, boca e pele.

O cuidado deve ser maior com crianças e pets que tentam morder o anfíbio. Cães e gatos podem apresentar salivação intensa, espuma na boca, vômitos, agitação ou alterações neurológicas, especialmente depois de abocanhar espécies maiores, como o sapo-cururu.

Se um pet morder um sapo, é preciso afastá-lo do animal e lavar sua boca com água corrente, mantendo a cabeça inclinada para baixo para evitar ingestão ou aspiração da água. Se surgirem sintomas, o animal deve ser levado ao veterinário. Não se deve provocar vômito.

Retirada segura

A recomendação é não pegar o anfíbio com as mãos nuas. Também não devem ser aplicados sal, cloro, álcool ou inseticidas, pois essas substâncias podem causar sofrimento, desidratação e intoxicação.

Novais orienta usar luvas de borracha ou cobrir o animal com um balde. Depois, é possível deslizar um papelão por baixo e levá-lo para fora. A soltura deve ocorrer à noite, em um local úmido e sombreado, próximo de onde o anfíbio foi encontrado. Após o procedimento, é necessário lavar bem as mãos.

Para reduzir a entrada desses animais, moradores podem instalar telas em ralos e janelas, fechar frestas de portas, apagar luzes externas desnecessárias durante a noite e manter o quintal limpo. Quando o sapo estiver na área externa e não oferecer risco ao pet, a orientação é não expulsá-lo.

Texto produzido pela Redação Aprende em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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