Piracicaba, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Ciência

Golfinho persegue peixes e aproveita alimento regurgitado para se alimentar

Comportamento observado na Austrália é considerado uma forma de cleptoparasitismo e foi registrado 11 vezes ao longo de quatro anos.

Golfinho persegue peixes e aproveita alimento regurgitado para se alimentar
Foto: Divulgação/Tracy Olive/UniSC Austrália

Um golfinho-nariz-de-garrafa foi observado perseguindo peixes até que eles regurgitassem restos de alimento. Em seguida, o animal mergulhava para comer o que havia sido expelido. A estratégia foi documentada por pesquisadores da Universidade da Sunshine Coast e descrita como uma forma de cleptoparasitismo, quando um animal rouba um recurso já capturado ou coletado por outro.

Os resultados foram publicados na revista Ecology and Evolution no último domingo (13/9). De acordo com os pesquisadores, esta é a primeira descrição desse tipo de estratégia alimentar em cetáceos, grupo que reúne golfinhos e baleias. O comportamento também é considerado raro entre animais marinhos.

Como o golfinho agia

Entre 2021 e 2025, a equipe acompanhou um golfinho-nariz-de-garrafa comum, apelidado de Bubbles, em recifes próximos à Ilha Lady Elliot. Nesse período, foram registradas 11 ocasiões em que o animal usou a perseguição para obter alimento.

Bubbles se aproximava de cardumes de xaréus-olho-grande, escolhia um peixe e o perseguia até que ele regurgitasse parte do que havia comido. Os pesquisadores acreditam que a perseguição provoca estresse e leva à regurgitação. Estalos repetidos e vocalizações graves emitidos pelo golfinho podem aumentar a pressão sobre os peixes.

Para Asia Haines, uma das autoras do estudo, a repetição do comportamento ao longo dos anos pode indicar que Bubbles aprendeu a selecionar peixes com a barriga mais cheia. A hipótese é que a estratégia reduza a energia necessária para encontrar alimento, já que golfinhos-nariz-de-garrafa comuns costumam procurar comida em grupos, enquanto Bubbles foi observado sozinho.

Os autores pretendem monitorar outros animais da espécie por períodos prolongados para avaliar se o comportamento é mais comum do que se imagina.

Texto produzido pela Redação Aprende em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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