As penas do papagaio-drácula são usadas em cocares cerimoniais na região onde a espécie vive, o que atrai caçadores. Um estudo examinou 170 itens e identificou penas de papagaio-de-Pesquet em 43% dos cocares. A pressão da caça, somada à perda de habitats, faz com que a ave seja considerada vulnerável. Atualmente, restam pouco mais de 40 mil indivíduos no mundo.
O papagaio-drácula (Psittrichas fulgidus) também é conhecido como papagaio-de-Pesquet e papagaio-abutre. A espécie é nativa das florestas montanhosas da Nova Guiné, no Oceano Pacífico.
A alimentação não tem relação com o apelido. A ave é frugívora e consome frutas, flores e néctar, principalmente diferentes espécies de figo. Ela não bebe sangue nem se alimenta de carniça.
De onde vem o nome
O corpo predominantemente preto contrasta com o vermelho intenso presente no peito, no ventre e em partes das asas. O rosto quase sem penas e o bico longo e curvado completam a aparência associada à imagem popular de um vampiro.
A comparação provavelmente levou à referência a Drácula, vampiro criado pelo autor irlandês Bram Stoker em 1897 para o livro de mesmo nome. Em inglês, a espécie é chamada de “Dracula parrot”.
Gritos distintos
A ave também se diferencia pela vocalização. Ela emite gritos guturais e ásperos, em vez dos pios ou grasnidos comuns entre outros papagaios. Esse som talvez tenha contribuído para a fama gótica associada ao animal.
A vocalização provavelmente evoluiu como forma de comunicação entre as aves nas densas florestas da Nova Guiné e, possivelmente, para afastar ameaças.






