Terça-feira, 8 de setembro de 2026
Ciência

Papagaio-drácula enfrenta pressão por penas usadas em cocares

Ave da Nova Guiné tem dieta de frutas, vocalização distinta e população estimada em pouco mais de 40 mil indivíduos.

Papagaio-drácula enfrenta pressão por penas usadas em cocares
Foto: Wikimedia Commons

As penas do papagaio-drácula são usadas em cocares cerimoniais na região onde a espécie vive, o que atrai caçadores. Um estudo examinou 170 itens e identificou penas de papagaio-de-Pesquet em 43% dos cocares. A pressão da caça, somada à perda de habitats, faz com que a ave seja considerada vulnerável. Atualmente, restam pouco mais de 40 mil indivíduos no mundo.

O papagaio-drácula (Psittrichas fulgidus) também é conhecido como papagaio-de-Pesquet e papagaio-abutre. A espécie é nativa das florestas montanhosas da Nova Guiné, no Oceano Pacífico.

A alimentação não tem relação com o apelido. A ave é frugívora e consome frutas, flores e néctar, principalmente diferentes espécies de figo. Ela não bebe sangue nem se alimenta de carniça.

De onde vem o nome

O corpo predominantemente preto contrasta com o vermelho intenso presente no peito, no ventre e em partes das asas. O rosto quase sem penas e o bico longo e curvado completam a aparência associada à imagem popular de um vampiro.

A comparação provavelmente levou à referência a Drácula, vampiro criado pelo autor irlandês Bram Stoker em 1897 para o livro de mesmo nome. Em inglês, a espécie é chamada de “Dracula parrot”.

Gritos distintos

A ave também se diferencia pela vocalização. Ela emite gritos guturais e ásperos, em vez dos pios ou grasnidos comuns entre outros papagaios. Esse som talvez tenha contribuído para a fama gótica associada ao animal.

A vocalização provavelmente evoluiu como forma de comunicação entre as aves nas densas florestas da Nova Guiné e, possivelmente, para afastar ameaças.

Texto produzido pela Redação Aprende em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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