Piracicaba, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Ciência

Proteínas de cascavéis mostram potencial para antiveneno mais eficaz

Testes de laboratório indicaram que combinações de proteínas do sangue das serpentes foram cerca de 10 vezes mais potentes que um antiveneno comercial.

Proteínas de cascavéis mostram potencial para antiveneno mais eficaz
Foto: Clint H/Shutterstock

Pesquisadores da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, identificaram no sangue de cascavéis proteínas que podem servir de base para antivenenos mais eficazes. Em testes de laboratório, combinações dessas moléculas foram cerca de 10 vezes mais potentes do que um antiveneno comercial usado contra a peçonha da cascavel.

A equipe investigou proteínas que ajudam algumas víboras a resistir à própria peçonha. O foco foi a família FETUA. Em uma pesquisa anterior, os cientistas haviam identificado a FETUA-3 e observado que ela conseguia bloquear algumas toxinas da peçonha da cascavel-diamante-ocidental.

Na nova etapa, diferentes proteínas foram analisadas individualmente e em conjunto. Separadas, elas não impediram completamente os efeitos letais da peçonha. Quando combinadas, porém, apresentaram proteção maior e também neutralizaram peçonhas de outras espécies de víboras, incluindo animais separados por milhões de anos de evolução.

A capacidade de agir contra diferentes toxinas é relevante porque um único veneno pode conter cerca de 100 proteínas tóxicas e variar entre espécies. Ainda assim, os resultados não significam que um novo antiveneno já esteja disponível.

Próximas etapas

Os experimentos foram feitos em laboratório e se concentraram principalmente nas metaloproteinases, uma das famílias de toxinas presentes nas peçonhas de víboras. Os pesquisadores pretendem testar a estratégia contra outras toxinas e desenvolver antivenenos produzidos em laboratório a partir das proteínas naturais.

As primeiras aplicações podem surgir na medicina veterinária. O uso em humanos ainda depende de novas pesquisas. Segundo os pesquisadores, a abordagem poderá resultar em tratamentos mais abrangentes e fáceis de produzir em larga escala.

Texto produzido pela Redação Aprende em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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