Piracicaba, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Ciência

James Webb e Hubble identificam 27 objetos pequenos além de Netuno

Observação indica que corpos com até 40 quilômetros preservam sinais de sua formação no início do Sistema Solar.

James Webb e Hubble identificam 27 objetos pequenos além de Netuno

Os telescópios espaciais James Webb e Hubble identificaram 27 objetos transnetunianos, corpos que orbitam o Sol além de Netuno. Todos têm menos de 40 quilômetros de diâmetro, e o menor deles mede 10 quilômetros.

A análise mostrou que até os objetos menores conservam características relacionadas à sua formação. Esse resultado contraria a expectativa de que colisões ocorridas ao longo do tempo tivessem misturado o material de suas superfícies e modificado sua composição e sua cor.

Sinais preservados desde a formação

Alguns desses corpos se formaram nas regiões além de Netuno nos primeiros tempos do Sistema Solar, mas não cresceram o suficiente para originar planetas. Outros nasceram entre Urano e Netuno e foram levados para áreas mais distantes por interações gravitacionais durante o crescimento desses planetas.

Os objetos são divididos em dois grupos. Os dinamicamente frios seguem órbitas quase circulares e alinhadas ao plano do Sistema Solar. Já os dinamicamente quentes apresentam trajetórias mais alongadas e inclinadas. Mesmo após esse deslocamento, eles mantêm sinais de sua origem.

“Esses TNOs dinamicamente quentes mantêm uma assinatura de onde nasceram, mesmo tendo suas órbitas embaralhadas desde então”, disse David Trilling, da Northern Arizona University.

A descoberta pode indicar que há menos colisões nas regiões distantes do Sistema Solar do que os modelos previam ou que os impactos alteram menos as superfícies desses objetos. Outra possibilidade é que existam menos TNOs muito pequenos do que o esperado. As populações dinamicamente frias e quentes também apresentaram distribuições de tamanho semelhantes.

Medição dos diâmetros

O James Webb ajudou a calcular o tamanho dos 27 objetos. Na luz visível, o brilho depende tanto do tamanho quanto da capacidade de a superfície refletir luz. No infravermelho, a luminosidade depende principalmente do tamanho, o que permitiu estimativas mais precisas dos diâmetros.

Os corpos observados têm brilho entre magnitudes 24,1 e 29,3. A dificuldade de observação foi comparada à de enxergar uma nuvem de vaga-lumes na Lua a partir da Terra.

Os resultados foram publicados em dois trabalhos no The Astronomical Journal, em 8 de setembro. Um estudo trata de cor e composição; o outro analisa a distribuição dos tamanhos dos TNOs. O levantamento é descrito como o mais profundo já realizado sobre essa região além de Netuno.

Texto produzido pela Redação Aprende em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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