Piracicaba, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Ciência

Fóssil de mastodonte-do-pacífico será estudado pela Universidade de Stanford

Fragmento localizado na Califórnia foi identificado como o molar mais completo da espécie na região, segundo paleontólogos.

Fóssil de mastodonte-do-pacífico será estudado pela Universidade de Stanford
Foto: Divulgação/Midpen

Um dente encontrado na Califórnia foi identificado como o molar de um mastodonte-do-pacífico adulto. O fóssil tem 10 mil anos e foi localizado durante uma expedição na reserva do Distrito Regional de Espaços Abertos da Península Central, conhecida pela sigla Midpen, nos Estados Unidos.

A descoberta foi feita pela geomorfóloga Brigid Lynch. O fragmento chamou a atenção por parecer uma rocha incomum, mas foi recolhido e encaminhado para avaliação. Paleontólogos confirmaram posteriormente que se tratava de um dente fossilizado, e não de uma pedra. O Midpen divulgou o achado em 9 de setembro.

“Como geóloga, já vi muita coisa em campo, mas definitivamente nada tão emocionante quanto isso”, disse Brigid Lynch em comunicado.

Análise do fóssil

Depois da identificação, o dente foi doado à Universidade de Stanford. A instituição deve usar técnicas sofisticadas para investigar características do material, incluindo a idade exata do fóssil.

O paleontólogo Wayne Thompson afirmou que o exemplar está em perfeitas condições. Segundo ele, trata-se do molar de mastodonte mais completo da região e de um dos achados mais marcantes que já observou. Thompson também comparou a descoberta a uma peça que ajuda a completar o conhecimento sobre a Era do Gelo.

O mastodonte-do-pacífico era herbívoro e vivia no oeste norte-americano, além de ocupar algumas áreas do México. A espécie foi extinta por causa dos efeitos das mudanças climáticas em seu habitat e da caça excessiva praticada por humanos.

Para Christine Garcia, curadora e gerente da coleção de espécimes de geociências de Stanford, a análise de fósseis permite investigar a fauna, a vida selvagem e os ecossistemas do passado. Esse conhecimento, segundo ela, também pode contribuir para previsões e decisões sobre a conservação dos ecossistemas e da biodiversidade.

Texto produzido pela Redação Aprende em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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