Piracicaba, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Educação

Justiça mantém edital suspenso para gestão privada de três escolas municipais de SP

Decisão questiona contratação de professores e diretores por entidades privadas; Prefeitura de São Paulo afirma que vai recorrer.

Justiça mantém edital suspenso para gestão privada de três escolas municipais de SP
Foto: Folhapress

A Justiça de São Paulo manteve suspenso o edital da Prefeitura de São Paulo que prevê transferir a organizações da sociedade civil a operação de três escolas municipais de ensino fundamental. O convênio envolve mais de R$ 100 milhões em investimentos públicos durante cinco anos.

A decisão foi publicada na última quinta-feira (10), depois que a prefeitura recorreu da liminar que havia interrompido o edital. A Procuradoria Geral do Município informou que ainda não foi intimada e que "recorrerá buscando sua reversão".

Na avaliação da juíza Maricy Maraldi, da 10ª Vara de Fazenda Pública, o modelo previsto levanta dúvidas sobre a compatibilidade da contratação privada de docentes com as regras constitucionais e legais da educação fundamental pública. Para ela, o edital não trata apenas de serviços de apoio material, como limpeza, vigilância e manutenção.

O documento também prevê a contratação, por uma entidade privada, de professores e integrantes da direção das escolas. A ação popular que resultou na decisão foi apresentada pela vereadora Silvia Ferraro, da Bancada Feminista do PSOL. Outras duas ações contra a política pública foram ajuizadas recentemente.

Argumentos apresentados nas ações

O Ministério Público de São Paulo também questiona a medida. Para os promotores, o processo pode afetar a valorização dos profissionais da educação escolar, a carreira do magistério paulistano, a administração dos recursos destinados ao financiamento da educação e a gestão democrática do ensino.

O órgão afirma que a legislação nacional não prevê a terceirização da gestão pedagógica e administrativa de escolas públicas. Também sustenta que a administração municipal não apresentou justificativas para a proposta além do "desejo do mandatário".

A Prefeitura de São Paulo já havia dito que o chamamento público pretende firmar parceria com entidades sem fins lucrativos, em modelo semelhante ao adotado há décadas nas unidades conveniadas de educação infantil do município.

Texto produzido pela Redação Aprende em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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