A falta de contato com informações sobre inteligência artificial convive com a preocupação sobre seus efeitos no Brasil. Pesquisa do Pew Research Center indica que 27% dos brasileiros nunca ouviram ou leram sobre IA. Outros 42% tiveram algum contato com o tema, enquanto 31% afirmam ter ouvido ou lido muito a respeito.
A parcela mais informada cresceu de 22% em 2025 para 31% em 2026. Entre os países de renda média, a mediana dos que dizem ter ouvido ou lido muito sobre inteligência artificial é de 27%.
Expectativas sobre o trabalho
O mercado de trabalho é um dos principais pontos de atenção. Para 42% dos brasileiros, a expansão da IA vai reduzir o número de empregos nos próximos 20 anos. Em sentido contrário, 13% esperam aumento nas vagas, e 34% não sabem ou ainda não têm uma opinião formada.
A previsão de queda supera a expectativa de crescimento em 34 dos 37 países e territórios analisados. A mediana dos que esperam redução no número de vagas é de 36% nos países de renda média e de 55% nos países de renda alta.
Preocupação entre os jovens
Entre brasileiros de 18 a 34 anos, a parcela que se dizia mais preocupada do que animada com a inteligência artificial passou de 32% em 2025 para 44% em 2026. O aumento foi de 12 pontos percentuais.
A mesma preocupação aparece entre jovens de outros países. Nos Estados Unidos, 74% dos entrevistados dessa faixa etária acreditam que a IA reduzirá as vagas. Os índices são de 69% no Canadá, 66% na França e 63% na Suécia.
No conjunto da população brasileira, 52% afirmam estar mais preocupados do que animados com o avanço da inteligência artificial. O percentual fica acima da mediana global de 37%.
Desigualdade econômica
A pesquisa também perguntou sobre os possíveis efeitos da tecnologia na desigualdade econômica nos próximos 20 anos. Para 24% dos brasileiros, a IA aumentará a desigualdade, enquanto 35% não esperam impacto significativo.
Entre os países de renda alta, a mediana dos que preveem aumento da desigualdade é de 35%. Nos países de renda média, o índice é de 22%.







