Terça-feira, 8 de setembro de 2026
Tecnologia

Como São Paulo sustenta a transmissão global do VCT Americas

Etapa reúne profissionais e centros de produção em diferentes países para entregar partidas em português, inglês e espanhol.

Como São Paulo sustenta a transmissão global do VCT Americas
Foto: Reprodução/Engage XP

A etapa brasileira do VCT Americas foi planejada para integrar uma operação internacional de transmissão, com sinais produzidos no país e distribuídos por centros da Riot Games em diferentes regiões. A estrutura reúne mais de 400 profissionais, dezenas de câmeras, caminhões e toneladas de equipamentos nos bastidores do campeonato de VALORANT.

A produção começou a ser preparada há aproximadamente um ano. As visitas técnicas tiveram início desde dezembro, e a escolha de São Paulo considerou principalmente a infraestrutura disponível e a quantidade de fornecedores. Outras cidades foram avaliadas, mas dificuldades técnicas e de calendário reduziram as alternativas.

Uma operação conectada entre países

Segundo a Riot Games, mais de 100 profissionais das operações do Brasil, Estados Unidos e América Latina trabalham diretamente na etapa. A estrutura inclui mais de 30 câmeras, 15 caminhões e 10 toneladas de equipamentos.

Os sinais captados em São Paulo seguem para um centro de broadcast em Seattle. De lá, são encaminhados para diferentes operações, incluindo a transmissão em português na estrutura da Barra Funda e a produção em espanhol, que também envolve a Cidade do México. A Riot Games mantém ainda hubs globais em Seattle e Dublin.

A transmissão gera conteúdos em português, inglês e espanhol, além de materiais destinados às redes sociais e aos co-streamers. A operação utiliza mais de 150 sinais de vídeo e cerca de 900 canais de áudio. A infraestrutura de energia supera 3.000 KVA, de acordo com Fernando Svevo, diretor de produção das Américas responsável pelo broadcast e pelas tecnologias do evento.

Cada jogador no palco recebe um mix de áudio individual. Com isso, consegue ouvir os próprios companheiros e o técnico, sem receber o áudio da equipe adversária. Mesmo com a escala da produção, o broadcast foi estruturado para funcionar em uma única sala, sem caminhões de transmissão estacionados do lado de fora da arena.

Decisões técnicas e experiência do público

Durante um painel, Fernando Birsto, Product Manager de VALORANT no Brasil, e Fernando Svevo explicaram a operação e os critérios usados para levar o campeonato a São Paulo. Até detalhes de comunicação entre as equipes precisaram ser padronizados, como a forma de identificar os andares do local.

A Riot Games afirmou que gostaria de oferecer mais ativações aos fãs, áreas maiores para as equipes e mais pontos de venda de produtos. A estrutura física do espaço e a necessidade de preservar as rotas de emergência, porém, limitaram algumas dessas iniciativas.

Após a experiência em Toronto, a empresa passou a priorizar atividades que complementem as partidas, evitando que o público precise escolher entre assistir aos jogos e participar de uma ativação. No Brasil, intervenções entre os mapas incorporaram experiências anteriores de Santiago.

A identidade da etapa também foi adaptada ao público brasileiro. O conceito “fazer o mundo ouvir” foi criado para a passagem do VCT pelo país, dentro da estratégia de ajustar a comunicação às características de cada região.

Texto produzido pela Redação Aprende em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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