NOVA DÉLHI — A criação de regras internacionais para a inteligência artificial foi defendida pelo presidente da China, Xi Jinping, durante a cúpula do BRICS. Para ele, os países devem participar da elaboração das normas e garantir que as leis sejam aplicadas de forma igual.
Xi também propôs a criação de um sistema de IA de código aberto, que poderia ser usado e aprimorado pelos países do bloco e por parceiros. A iniciativa busca ampliar a cooperação tecnológica e diminuir a dependência de sistemas desenvolvidos por empresas dos Estados Unidos.
Plataforma e formação profissional
O plano prevê o compartilhamento de tecnologias para desenvolver modelos e aplicações de inteligência artificial. Também está prevista uma plataforma em nuvem voltada ao ecossistema digital do BRICS.
A proposta inclui programas de capacitação e intercâmbio científico e tecnológico para formar especialistas. A cooperação pretende aproximar os países em áreas como infraestrutura, conhecimento e indústria, além de contribuir para uma economia digital mais robusta.
A China se colocou à disposição para apoiar os integrantes do bloco na construção de fábricas inteligentes e na criação de normas e padrões. O objetivo é promover, em conjunto, a modernização do setor manufatureiro.
Debate entre os países
O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, afirmou que o uso de minerais críticos e de tecnologia como instrumentos de pressão diplomática dificulta o acesso às inovações e pode concentrá-las em poucas nações.
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, defendeu uma reforma na governança global para garantir a integração dos países do BRICS também no uso compartilhado de inteligência artificial.
Ao falar sobre a cooperação entre os integrantes, Xi declarou: “O Sul Global, com sua ascensão coletiva, tornou-se um fator crucial da multipolaridade mundial”. Ele também afirmou que os países vivem um período em que “mudanças sem precedentes em um século estão se acelerando em todo o mundo”.







