Piracicaba, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

PM de São Paulo retoma processo que pode expulsar tenente-coronel

Conselho de Justificação ouvirá testemunha da defesa por videoconferência no processo contra Geraldo Leite Rosa Neto.

PM de São Paulo retoma processo que pode expulsar tenente-coronel

O Conselho de Justificação da Polícia Militar de São Paulo retoma nesta quarta-feira (30) o processo administrativo contra o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto. O oficial é réu sob acusação de feminicídio e fraude processual pela morte da mulher, a soldado Gisele Alves Santana. Uma testemunha indicada pela defesa será ouvida por videoconferência às 11h.

O colegiado avalia se Rosa Neto pode continuar na corporação. A audiência foi marcada em intimação publicada no Diário Oficial do Estado no dia 25 e assinada pelo coronel Carlos Alexandre Marques, presidente do conselho. O advogado Eugênio Carlos Balliano Malavasi foi convocado para participar. O documento prevê a nomeação de um defensor substituto em caso de ausência injustificada.

Processo administrativo e investigação

Instaurado em março por resolução do secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, o Conselho de Justificação iniciou a fase de instrução em abril, com o depoimento de testemunhas. O procedimento ocorre separadamente da ação criminal.

Rosa Neto está em prisão preventiva desde 18 de março, no Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte da capital. Gisele foi morta aos 32 anos em 18 de fevereiro, no apartamento do casal, no Brás, região central. Ela deixou uma filha de sete anos, de um relacionamento anterior.

O Ministério Público afirma que a soldado pretendia se separar e que o marido não aceitava o fim da relação. Para a Promotoria, o oficial matou Gisele e alterou o cenário para simular suicídio. A defesa contesta a acusação e sustenta que a soldado tirou a própria vida. Rosa Neto afirma que ela morreu depois de ele pedir o divórcio.

Perícias e informações reunidas pela Polícia Civil e pelo Ministério Público questionam essa versão. A investigação aponta que o tenente-coronel teria segurado a cabeça da vítima antes do disparo e modificado o local da morte. Mensagens do celular do oficial, segundo a Promotoria, indicam controle e violência doméstica.

Três policiais militares amigas de Gisele relataram que ele controlava as redes sociais da soldado, impedia o uso de maquiagem e perfume e a espionava. Elas disseram ainda que a vítima planejava se separar após descobrir uma traição.

Rosa Neto também é investigado por suspeita de intimidar policiais que atenderam à ocorrência e subordinadas chamadas para limpar a residência. A ação criminal tramita na Justiça comum. Em abril, o Superior Tribunal de Justiça decidiu que o caso deve ser julgado pelo júri popular. O Ministério Público pediu indenização mínima de R$ 100 mil à família.

Texto produzido pela Redação Aprende em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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