Uma equipe internacional voltou a investigar, em 2026, a formação rochosa Durupınar, no leste da Turquia, apontada por entusiastas como possível localização da Arca de Noé. O grupo é liderado pelo professor Cenker Atila e reúne 25 cientistas de diferentes países.
Os trabalhos começaram em junho de 2026 e terminaram em 11 de setembro. A pesquisa não envolveu escavações: os cientistas usaram radares e produziram modelos em 2D e 3D para examinar a formação e o que pode existir abaixo da superfície. A previsão é que os resultados sejam divulgados em 2027.
Por que o local é associado à arca
A associação com a embarcação bíblica se baseia no relato do Gênesis. Segundo essa narrativa, a arca teria parado nas “montanhas de Ararat” depois do grande dilúvio. A interpretação levou expedições a investigar a região ao longo dos séculos.
A formação Durupınar não está exatamente no Monte Ararat. Ela fica a aproximadamente 29 quilômetros do cume do Grande Ararat e integra o Monte Tendürek. Seu formato ovalado, parecido com a proa de um navio, é um dos elementos usados para defender a hipótese.
A pesquisa atual é uma colaboração entre cientistas turcos e o grupo norte-americano Noah’s Ark Scan. A organização prioriza métodos que permitam analisar o terreno sem escavações. O grupo também opera uma atividade turística no local, com ingressos de US$ 3.600, cerca de R$ 18,6 mil.
O que será analisado
Os pesquisadores pretendem detalhar a distribuição das estruturas identificadas no subsolo, a relação entre camadas e materiais, os modelos tridimensionais e possíveis características que expliquem a aparência incomum do terreno. A expectativa é que os dados ajudem a esclarecer a origem do formato da Durupınar.
A hipótese enfrenta ceticismo de geólogos e arqueólogos. Em 1996, pesquisadores da California State University Northridge concluíram que a formação era uma estrutura geológica comum. Para os autores, o formato pode ser explicado por minerais vulcânicos desgastados, movimentos de lama e deslizamentos de terra.
David Fasold, que inicialmente acreditava que o local poderia guardar restos de uma embarcação, mudou de posição após visitar a área na década de 1990. Ele classificou a história como “a fraude mais antiga em andamento”. Até agora, os dados disponíveis não apresentam evidências de que Durupınar seja a Arca de Noé.







