Terça-feira, 8 de setembro de 2026
Ciência

Saneamento pode cortar metano e proteger cidades, mas exige outras ações climáticas

Tratamento de esgoto, manejo de resíduos e drenagem ajudam a reduzir emissões e riscos, mas não substituem o combate ao desmatamento.

Saneamento pode cortar metano e proteger cidades, mas exige outras ações climáticas

O tratamento adequado de esgoto e a destinação correta dos resíduos podem reduzir a liberação de gases de efeito estufa e ajudar cidades a enfrentar enchentes e eventos climáticos extremos. Quando esses serviços funcionam mal, porém, o saneamento também pode aumentar as emissões.

Esgotos domésticos sem tratamento e resíduos orgânicos deixados em lixões estão entre as fontes de metano. Com sistemas adequados, a produção desse gás tende a ser menor. Estações de tratamento também podem capturá-lo, queimá-lo ou purificá-lo para produzir bioeletricidade e biometano veicular, um biocombustível.

Para Alexandre Prado, líder de mudanças climáticas do WWF-Brasil, os resíduos estão entre os setores que mais emitem poluentes no mundo. No Brasil, o setor aparece depois de energia e uso da terra, com emissões associadas a lixões e aterros sanitários.

Redes de drenagem e esgoto bem cuidadas contribuem para a adaptação climática porque reduzem a exposição das cidades a impactos provocados por enchentes e eventos extremos. A professora de engenharia ambiental Beatriz Barcelos, da Universidade Católica de Brasília (UCB), afirma que o saneamento tem efeito mensurável na redução de emissões, mas não resolve sozinho o aquecimento global.

A interrupção do desmatamento e da degradação do uso da terra está entre as prioridades indicadas pelos especialistas. Também são necessárias uma transição energética com menor dependência de combustíveis fósseis e maior uso de fontes renováveis, além da redução das emissões da agropecuária.

No setor agropecuário, Beatriz recomenda práticas como plantio direto, recuperação de pastagens degradadas e manejo de dejetos na pecuária. Prado defende ainda a restauração e o reflorestamento em larga escala com espécies nativas como medida relacionada ao uso da terra no Brasil.

Texto produzido pela Redação Aprende em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.

Mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5