Terça-feira, 8 de setembro de 2026
Ciência

Tamanduá-bandeira enfrenta perda de habitat e mantém populações de insetos sob controle

Espécie vulnerável à extinção no Brasil precisa de áreas extensas e preservadas para sobreviver e se deslocar.

Tamanduá-bandeira enfrenta perda de habitat e mantém populações de insetos sob controle
Foto: Nareeta Martin/Unsplash

A perda de habitat ameaça o tamanduá-bandeira, espécie classificada como vulnerável à extinção no Brasil. Dados do ICMBio indicam que o animal já desapareceu de algumas regiões e teve redução populacional em outras. A expansão da agricultura, a abertura de estradas e os incêndios diminuem e fragmentam as áreas naturais onde ele vive.

A necessidade de grandes territórios aumenta a exposição do mamífero a riscos. Com menos áreas contínuas, os animais atravessam rodovias com mais frequência e enfrentam dificuldades para circular. O tamanduá percorre grandes distâncias e ocupa ambientes que vão de áreas abertas a florestas.

Um predador especializado

A alimentação do tamanduá-bandeira é formada quase totalmente por formigas e cupins. Como não tem dentes, ele rompe formigueiros e cupinzeiros com as garras e captura os insetos usando uma língua comprida e pegajosa.

A espécie não permanece por muito tempo em cada ninho. De acordo com André Faria Mendonça, professor do departamento de ecologia da Universidade de Brasília (UnB), o animal se alimenta rapidamente e vai para outro ponto, sem destruir por completo as colônias. Por isso, mesmo consumindo grandes quantidades, não elimina essas populações.

O número de formigas e cupins também depende de fatores como o clima e as características do ambiente. Para a zoóloga Ana Cristina Mendes de Oliveira, professora do Laboratório de Ecologia e Zoologia de Vertebrados da Universidade Federal do Pará (UFPA), a passagem do tamanduá ajuda a evitar o crescimento descontrolado das colônias e contribui para a dinâmica dos ecossistemas.

Reprodução e preservação

O tamanduá-bandeira é solitário e pode ter atividade durante o dia ou à noite. A presença de outro indivíduo costuma ocorrer em períodos de reprodução ou quando a fêmea está com o filhote. Geralmente nasce apenas um filhote por gestação, seguido de um período longo de cuidado materno, o que dificulta a reposição da população.

Para Fernando Resende, médico veterinário e professor do Centro Universitário de Brasília (UNICEPLAC), “Proteger o tamanduá também significa preservar esses ambientes”. A espécie tem corpo alongado, garras grandes e língua comprida, características relacionadas à busca por alimento.

Além de regular populações de formigas e cupins, o animal participa das relações de predação e da dinâmica das comunidades. Ao se deslocar por diferentes áreas, interage com vários pontos do ambiente. Resende afirma que “Temos uma obrigação ética de evitar a extinção”.

Texto produzido pela Redação Aprende em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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