A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgou nesta terça-feira (8) os resultados do Pisa 2025, avaliação aplicada a cada três anos para medir conhecimentos em leitura, matemática e ciências. O levantamento também investigou, pela primeira vez, o uso de inteligência artificial por estudantes.
Entre os brasileiros de 15 anos, 48% afirmaram usar chatbots de IA, como o ChatGPT, ao menos uma vez por semana para estudar. A média da OCDE foi de 46%.
Desempenho escolar
O Brasil ficou abaixo da média da OCDE nos três campos avaliados. Em ciências, 48% dos estudantes alcançaram pelo menos o nível 2 de proficiência, ante 74% na média da organização. Apenas 1% chegou aos níveis 5 ou 6, enquanto o índice da OCDE foi de 7%.
Em matemática, 28% atingiram ao menos o nível 2, contra 65% na média da OCDE. Praticamente nenhum estudante brasileiro alcançou os níveis 5 ou 6; na OCDE, o percentual foi de 8%.
Na leitura, 49% chegaram ao nível 2 ou superior, ante 69% na média da organização. Entre os alunos de melhor desempenho, 1% dos brasileiros alcançou o nível 5 ou superior, contra 6% na OCDE.
Bullying e uso de celulares
Em 2025, 17% dos estudantes brasileiros disseram ter sido vítimas de pelo menos uma forma de bullying algumas vezes por mês ou com maior frequência. O resultado ficou abaixo da média da OCDE, de 20%. No Brasil, não houve mudança significativa entre as edições de 2022 e 2025, enquanto o problema aumentou na grande maioria dos países e economias participantes.
O cyberbullying foi relatado por 3% dos estudantes brasileiros, que disseram ter tido informações incômodas ou prejudiciais publicadas na internet sem consentimento pelo menos algumas vezes por mês nos 12 meses anteriores à aplicação do Pisa. O índice foi igual ao da OCDE.
Os estudantes brasileiros relataram usar dispositivos digitais na escola por 1,3 hora por dia em atividades de aprendizagem e por 1 hora em tarefas não relacionadas ao aprendizado. Na média da OCDE, os índices foram de 1,7 hora e 1,1 hora, respectivamente.
Em 2025, 81% dos estudantes brasileiros frequentavam escolas onde celulares não eram permitidos nas dependências. Na média da OCDE, o percentual foi de 49%. Em 2022, os índices eram de 37% no Brasil e 34% na organização.
Distrações provocadas pela tecnologia
Entre os brasileiros, 25% afirmaram que colegas frequentemente se distraíam com dispositivos digitais durante a maioria ou todas as aulas de ciências. Na OCDE, o percentual foi de 28%.
Nos países da organização, estudantes que relataram esse tipo de distração obtiveram, em média, 11 pontos a menos em ciências. No Brasil, a diferença chegou a 19 pontos. O levantamento também indicou que alunos de escolas que proíbem celulares têm probabilidade cerca de 13% menor de relatar distrações provocadas por dispositivos digitais, na média da OCDE.
Outros destaques
Volker Turk, chefe de Direitos Humanos da ONU, alertou nesta segunda-feira que uma inteligência artificial avançada pode se tornar poderosa o suficiente para ameaçar a humanidade. Durante discurso no Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, ele defendeu garantias rígidas de segurança e limites claros para países envolvidos no desenvolvimento e nas cadeias de fornecimento da tecnologia.
A União Europeia informou que investiga um incidente envolvendo milhares de agentes autônomos de IA da OpenAI. Os sistemas teriam ocupado um site alemão na semana passada e deixado cerca de 18 mil mensagens na DSEwiki, plataforma em alemão aberta à edição dos usuários. A OpenAI admitiu a invasão e prometeu mais transparência.
O cientista-chefe da OpenAI, Jakub Pachocki, também publicou um ensaio defendendo cautela no desenvolvimento de sistemas cada vez mais capazes. Segundo ele, o avanço pode permitir que as máquinas participem cada vez mais do próprio processo de desenvolvimento.
A Apple realiza amanhã seu evento de setembro, com expectativa pela apresentação da linha 18 e de um possível modelo dobrável chamado iPhone Ultra. A empresa passou por uma troca de comando: Tim Cook deixou o cargo de CEO e assumiu a presidência executiva do conselho, enquanto John Ternus passou a ocupar a principal posição da companhia.
A Huawei apresentou o Mate XT2, celular dobrável com duas articulações que pode se transformar em tablet. O aparelho usa o chip Kirin 9050 Pro, e testes da fabricante indicam desempenho geral 42% superior ao da geração anterior. Na China, o preço começa pelo equivalente a R$ 15.275. A primeira versão chegou ao Brasil por R$ 32.999. A empresa ainda não anunciou uma versão global do novo modelo.
A Xiaomi também apresentou o Xiaomi 18 Fold, dobrável em formato de passaporte desenvolvido ao longo dos últimos dois anos. O aparelho foi anunciado inicialmente para o mercado chinês, com versão de entrada equivalente a R$ 8,4 mil em conversão direta.
No Brasil, a Plataforma Suborbital de Microgravidade está sendo testada no Centro de Lançamento da Barreira do Inferno, no Rio Grande do Norte. O equipamento pode levar experimentos a mais de 100 km de altitude e retornar à Terra preso a paraquedas. A Operação Potiguar 2 começou em 31 de agosto e deve terminar em 19 de setembro.







