A Apple avalia mudanças na App Store para aumentar as margens de lucro e criar novas receitas recorrentes. O plano é conduzido pelo CEO John Ternus e por Eddy Cue, vice-presidente sênior de Serviços, conforme informações divulgadas pelo jornalista Mark Gurman.
Entre as possibilidades analisadas está a redução ou eliminação da verificação manual de aplicativos. Nesse cenário, sistemas automatizados assumiriam parte da aprovação dos apps, com o objetivo de diminuir custos.
A empresa também considera elevar o valor pago pelos desenvolvedores ou criar cobranças adicionais para grandes empresas. Uma das opções seria reajustar a anuidade de US$ 99 para criadores de aplicativos. Outra alternativa envolveria taxas de assinatura calculadas com base no tráfego gerado na infraestrutura da Apple.
Saída de Phil Schiller
A discussão sobre o novo modelo acelerou a saída de Phil Schiller da liderança da loja de aplicativos. Ele continua como Apple Fellow, mas deixou a função por discordar da abordagem em avaliação. Schiller considerava que regras mais rígidas poderiam prejudicar ainda mais a relação com desenvolvedores e órgãos reguladores.
A Apple ainda não confirmou mudanças oficiais. As diretrizes dependerão das decisões internas tomadas sob a nova liderança.
Mudança no comando
John Ternus assumiu a presidência da Apple no dia 1º de setembro, depois de 25 anos na empresa. Ele substituiu Tim Cook, que deixou o cargo no final de agosto após 15 anos à frente da companhia.
Considerado o sucessor natural de Cook, Ternus não deve promover alterações profundas na condução dos negócios da Apple. A possível reformulação da App Store, porém, indica uma das maneiras pelas quais o novo CEO pode marcar sua gestão.







