Terça-feira, 8 de setembro de 2026
Tecnologia

Saída de Tim Cook da chefia da Apple teria sido estratégia para fortalecer Ternus

Mark Gurman avaliou que Cook deixou mais espaço para a nova gestão, mas continuará na presidência executiva da empresa.

Saída de Tim Cook da chefia da Apple teria sido estratégia para fortalecer Ternus
Foto: Reprodução/Apple

A saída de Tim Cook do comando executivo da Apple foi estratégica para dar mais prestígio e visibilidade à gestão de Ternus, de acordo com a avaliação do jornalista Mark Gurman. Cook poderia ter permanecido por mais tempo, mas deixou que o novo executivo fosse diretamente associado ao lançamento de vários produtos da empresa.

A mudança também busca fortalecer Ternus diante dos desafios relacionados ao mercado de inteligência artificial. A estratégia posiciona o executivo como uma liderança jovem à frente de uma empresa tradicional de tecnologia, enquanto Cook continua ligado à Apple.

O ex-CEO permanecerá na presidência executiva da companhia, com atuação especialmente voltada a questões de governança. Com isso, conflitos geopolíticos considerados mais burocráticos ficam fora do foco do novo CEO, que poderá concentrar sua atenção em outras áreas.

Cook deverá estar na seção VIP de exibição do evento da Apple marcado para essa quarta-feira, mas não aparecerá no vídeo da apresentação.

Mudanças na liderança

A reformulação do quadro de executivos está entre os desafios da gestão de Ternus, segundo Gurman. Antes da troca de CEOs, Luca Maestri deixou a chefia do setor de serviços corporativos da Apple, e Phil Schiller saiu do comando da App Store e dos eventos de produtos.

A saída de Schiller é considerada mais significativa porque ele ainda liderava essas áreas. Maestri, ex-diretor financeiro, já havia se afastado das principais funções do cargo em 2024.

Schiller teria deixado a posição por dois motivos: o desejo de se aposentar e uma discordância com Ternus e Eddy Cue sobre os rumos da App Store. Ternus e Cue pretendem buscar formas de ampliar as margens de faturamento da loja de aplicativos e obter mais receita com a plataforma.

Schiller avaliava que essas medidas poderiam aumentar a tensão entre a Apple, desenvolvedores e governos. A divergência, porém, não teria resultado em uma grande briga ou em uma ruptura dramática, mas em diferenças de entendimento sobre a condução da loja.

Texto produzido pela Redação Aprende em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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