JOINVILLE — Comerciantes do Centro de Joinville encaminharam um pedido de ajuda às forças de segurança após uma sequência de furtos, arrombamentos e vitrines quebradas. O grupo afirma que os casos aumentaram nas últimas semanas e cobra medidas de prevenção, especialmente durante a noite.
Uma empresa que lidera o movimento disse que a preocupação é compartilhada por pessoas que trabalham, empreendem e investem na região. A carta foi entregue ao Síndico do Centro, responsável pelo protocolo e pelo encaminhamento do documento ao poder público.
Os comerciantes também relatam subnotificação. De acordo com a empresa, muitos furtos não são registrados porque os lojistas desistem de fazer boletim de ocorrência diante da repetição dos casos e da percepção de que poucos episódios são solucionados.
A Associação de Proprietários da Área Central (Apac) de Joinville confirmou a situação descrita na carta. “Nas últimas semanas tivemos uma onda gigantesca de arrombamentos”, afirmou o representante da entidade.
Casos relatados no Centro
A Polícia Militar foi procurada para fornecer dados das ocorrências registradas na região, mas os números não haviam sido informados até a publicação. Foram identificadas ao menos seis lojas atingidas por ações criminosas entre julho e agosto.
Em 31 de julho, por volta das 13h, um casal entrou em uma loja da Rua João Colin e furtou peças de roupas. As mercadorias foram colocadas em uma sacola plástica, e a ação foi registrada por uma câmera de segurança.
No dia 14 de agosto, um brechó localizado na Rua Lages informou que teve a vitrine quebrada durante uma invasão. Segundo a administração, não era a primeira vez que a fachada principal era danificada.
Na madrugada de 28 de agosto, por volta das 3h, uma loja da Rua João Colin foi invadida por um grupo. Os suspeitos quebraram a fachada de vidro e levaram peças de roupas masculinas.
Outro caso ocorreu em 6 de julho, dentro de um shopping. Conforme o relato feito à Polícia Militar, um casal armado rendeu funcionários e roubou joias. Um homem agarrou uma funcionária pelo pescoço e a manteve como refém até a saída dos suspeitos, que deixaram o local pela Rua Felipe Schimdt em um Ford Fiesta.
Respostas das forças de segurança
A Polícia Militar reconheceu a existência do problema e informou que adotou medidas como reforço das rondas, realização de barreiras e outras ações de policiamento. A corporação também afirmou que trabalha no levantamento de informações para identificar e localizar os envolvidos.
A Polícia Civil foi procurada sobre as investigações na região, mas não havia respondido até a publicação.
A Prefeitura de Joinville informou que a Guarda Municipal faz patrulhamento itinerante em praças, corredores comerciais e outros pontos do Centro, incluindo a Rua das Palmeiras, a Praça da Bailarina e o Terminal Central do Transporte Coletivo. O monitoramento também ocorre por meio de câmeras de segurança.
Em julho e agosto de 2026, a Guarda Municipal registrou mais de 600 ações preventivas na região central e atendeu a mais de 70 ocorrências relacionadas a tráfico, consumo de drogas e furto.
A administração municipal ressaltou que o combate a crimes em estabelecimentos privados é atribuição da Polícia Militar, enquanto a investigação cabe à Polícia Civil. Também reforçou a importância do registro oficial das ocorrências por meio de boletim de ocorrência.







