Piracicaba, Quarta-feira, 9 de setembro de 2026
Brasil

Fiscalizações encontram 479 pessoas em trabalho análogo à escravidão no país

Ações realizadas em agosto identificaram vítimas em todas as regiões; empregadores devem pagar R$ 3,49 milhões em verbas rescisórias.

Fiscalizações encontram 479 pessoas em trabalho análogo à escravidão no país

Fiscalizações realizadas em agosto pelo Ministério do Trabalho e Emprego retiraram 479 trabalhadores de condições análogas à escravidão em todas as regiões do país. A previsão dos órgãos envolvidos é de que os empregadores paguem R$ 3,49 milhões em verbas rescisórias às vítimas.

Entre as pessoas resgatadas, havia 13 crianças e adolescentes e 66 migrantes da Argentina, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Venezuela, Burkina Faso, Senegal e Guiné-Bissau. Minas Gerais concentrou o maior número de casos, com 208 trabalhadores encontrados nessa situação.

A Operação Resgate promoveu 231 ações fiscais e reuniu o Ministério Público do Trabalho, o Ministério Público Federal, a Defensoria Pública da União e a Polícia Federal. Os fiscais registraram problemas em contratos, alojamentos precários, higiene inadequada e ausência de equipamentos de proteção.

Também foram identificados 1.192 trabalhadores sem registro do contrato de trabalho. O governo vai emitir 1.836 autos de infração, incluindo ocorrências relacionadas a trabalho infantil, informalidade e descumprimento de normas de saúde e segurança.

O Ministério Público do Trabalho firmou três termos de ajuste de conduta e entrou com quatro ações civis públicas contra empregadores. Os valores definidos até agora somam R$ 455,5 mil por dano moral coletivo e R$ 675,5 mil por dano moral individual.

A maior parte dos resgates ocorreu no meio rural: foram 292 vítimas, em atividades que representaram 57,5% das fiscalizações. Havia trabalhadores em cultivos de café, cebola e batata-inglesa. No meio urbano, a construção civil concentrou a maioria dos casos, com 85 resgatados.

Em uma fazenda na zona rural de Estrela do Sul, no Triângulo Mineiro, trabalhadores, em sua maioria senegaleses e migrantes de Burkina Faso, colhiam batatas sem registro em carteira, instalações sanitárias e água potável.

Na Zona Leste de São Paulo, uma trabalhadora doméstica de 51 anos foi resgatada após atuar para a mesma família desde os 11 anos. Durante 40 anos, ela não teve registro formal nem recebeu salário de forma regular.

Texto produzido pela Redação Aprende em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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