Terça-feira, 8 de setembro de 2026
Brasil

Orgulho brasileiro se apoia em identidade, cultura e solidariedade, aponta estudo

Análise de 638.363 publicações indica que o sentimento nacional aparece pouco ligado às instituições e aos governos.

Orgulho brasileiro se apoia em identidade, cultura e solidariedade, aponta estudo
Foto: Canva/Perfil Brasil

A aprovação de governos e figuras políticas não é o principal fator associado ao orgulho de ser brasileiro, aponta o levantamento “Orgulhos do Brasil — Um mapa das manifestações espontâneas do orgulho nacional”. A análise identificou que o sentimento nacional aparece principalmente ligado ao pertencimento, à cultura e às conquistas coletivas.

Conduzido pela plataforma Cosmo, o estudo examinou 638.363 publicações feitas entre 2019 e 2025 em Twitter/X, Instagram, Reddit, Bluesky, YouTube e portais de notícias. O material foi interpretado com uma combinação de inteligência artificial e curadoria humana, a partir de manifestações espontâneas em ambientes digitais.

Quase três quartos das menções diretas ao país destacaram realizações coletivas, características e valores da população. Já as instituições tiveram presença reduzida entre os motivos positivos, com menos de 4% das menções.

Território e mobilização comunitária

A identidade também apareceu relacionada a posicionamentos eleitorais individuais e familiares. Votos de parentes e mudanças de opinião de pessoas próximas foram identificados como elementos de admiração ou de tensão nas relações afetivas.

A pesquisa apontou ainda que a união da sociedade em períodos críticos é um dos componentes do orgulho nacional. Na pandemia e nas enchentes no estado do Rio Grande do Sul, a mobilização comunitária, a participação na vacinação e as redes de solidariedade receberam mais citações do que os cartões-postais tradicionais do país.

Para Camila Holpert, psicanalista, pesquisadora e cocriadora da Cosmo, “Em 74,5% dessas publicações, o orgulho está associado à identidade brasileira e às realizações do país”. Segundo ela, as manifestações tendem a valorizar mais as pessoas, suas ações e conquistas do que as instituições responsáveis por organizar o país.

Rafael Kenski, mestre em Sistemas de Informação, jornalista e cocriador da plataforma, afirmou que a abordagem parte do que surge nas redes, sem definir previamente as perguntas. O estudo conclui que a percepção do Brasil se forma no cotidiano de bairros e regiões, a partir dos vínculos com territórios e comunidades.

Texto produzido pela Redação Aprende em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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