Uma pesquisa do Instituto Locomotiva indica que 78% dos brasileiros são favoráveis ao fim da escala 6×1. O percentual equivale a 128 milhões de pessoas. O levantamento ouviu 1.030 entrevistados no País e identificou o desejo de ter mais tempo para a família e para o descanso entre os principais motivos de apoio à mudança.
Entre as pessoas que trabalham nessa escala, 67% afirmaram que a jornada prejudicou a saúde mental. O tempo com a família, citado por 69%, e o sono, mencionado por 61%, também estão entre os aspectos mais afetados pela rotina de trabalho. Os impactos são ainda mais expressivos entre as mulheres.
Proposta no Senado
A discussão avançou na quarta-feira (2), quando a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal aprovou uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre a jornada de trabalho. O texto prevê reduzir a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais.
Divulgado nesta terça-feira (1), o levantamento também avaliou a percepção dos brasileiros sobre a jornada atual e seus efeitos na vida pessoal e na saúde dos trabalhadores.
Para Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva, o debate envolve mais do que a quantidade de horas trabalhadas. “A pesquisa mostra que a jornada pesa sobre dimensões fundamentais da qualidade de vida, como saúde mental, descanso, tempo com a família e relações pessoais”, afirmou.
Outro dado mostra a dificuldade de conciliar trabalho e vida pessoal: 81% dos entrevistados concordaram que “descansar se tornou um privilégio que muitos trabalhadores não têm”. A afirmação indica que o tempo de descanso aparece como um dos principais pontos de tensão associados à organização atual da jornada.








