A beleza das passarelas deve recuperar pontos de destaque no rosto sem retomar necessariamente o excesso de camadas. A temporada primavera/verão 2027 começa nesta quinta-feira (10), em Nova York, com seis dias de desfiles e cerca de 70 apresentações no calendário da CFDA. A programação termina em 15 de setembro, com Thom Browne, depois de começar com a estreia de Henry Zankov à frente da Diane von Furstenberg.
O primeiro sinal veio de Copenhague, onde a semana de moda realizada de 3 a 7 de agosto apresentou blushes intensos e olhos maximalistas. A pele, porém, permaneceu leve, com textura natural. Para Carlos Moura, maquiador, fotógrafo e diretor criativo brasileiro radicado em Londres, o destaque da temporada está em eleger uma área do rosto. “A tendência não é voltar para uma maquiagem pesada. O que muda é a liberdade de escolher um ponto de força e deixar que ele apareça”, afirma.
A seguir, as cinco direções que devem aparecer nos bastidores das próximas semanas:
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Olhos coloridos — Azuis, lilases, verdes, dourados e tons pastel dividem espaço com pigmentos concentrados, sombras esfumadas, cílios coloridos e efeitos metálicos. Na estreia da Collina Strada em Copenhague, os cantos internos ganharam iluminação, enquanto o brilho também foi espalhado pelo corpo.
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Blush como desenho — Aplicado mais alto, perto das têmporas, sobre as maçãs e o nariz ou próximo aos olhos, o produto passa a participar do formato visual do rosto. Tons berry, vermelhos e rosados aparecem em propostas como o lilás suave da Stine Goya e as bochechas rosadas da Skall Studio.
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Textura natural — Bases leves, correções pontuais e luminosidade localizada mantêm poros, sardas e outras características visíveis. A cobertura reduzida cria espaço para que olhos, bochechas ou boca concentrem a atenção.
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Lábios difusos — Vermelhos, vinhos, berries e rosas aparecem com bordas suavizadas, efeito manchado ou textura de stain. O blurred lip mantém a boca em evidência, mas deixa de lado o contorno perfeitamente definido.
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Imperfeição intencional — Smoky eyes menos rígidos, pigmentos de aparência espontânea e pequenas diferenças de simetria produzem um resultado mais vivido. “A técnica continua ali, mas não precisa ficar evidente o tempo inteiro”, diz Moura.







