Terça-feira, 8 de setembro de 2026
Brasil

Mercado de CDs cresce nos Estados Unidos mesmo com avanço do streaming

Formato registrou alta nas vendas em 2026, impulsionado por edições especiais e pelo consumo colecionável.

Mercado de CDs cresce nos Estados Unidos mesmo com avanço do streaming

As vendas de CDs cresceram nos Estados Unidos no primeiro semestre de 2026, apesar da liderança dos serviços de streaming. Foram comercializadas cerca de 17,5 milhões de unidades, alta de aproximadamente 45,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. A receita chegou a cerca de US$ 171 milhões.

O resultado ocorre após uma queda registrada em 2025. Naquele ano, as vendas no país diminuíram 11,6%, passando de 33,3 milhões para 29,5 milhões de CDs.

O novo papel do CD

A recuperação não indica que os consumidores estejam trocando plataformas digitais pelos discos. Com serviços como Spotify e Apple Music, o acesso às músicas continua disponível de forma instantânea. O CD passou a cumprir outra função: oferecer um item físico que pode ser guardado, colecionado e relacionado a um artista ou álbum.

Edições especiais ajudam a impulsionar esse comportamento. As versões podem incluir capas diferentes, encartes, fotografias e outros itens voltados aos fãs. No K-pop, o álbum físico costuma funcionar como um pacote colecionável, com cards, fotografias e múltiplas versões. Assim, fãs podem comprar o produto mesmo quando ouvem as músicas principalmente pela internet.

O movimento acompanha uma recuperação mais ampla das mídias físicas. O vinil continua gerando mais dinheiro do que os CDs nos Estados Unidos, mas o disco compacto também apresenta sinais de retomada. Dados da indústria fonográfica indicam ainda que a receita mundial com CDs cresceu em 2025, enquanto alguns países tiveram avanços mais expressivos.

Streaming ainda lidera

Apesar da alta, o streaming continua como a principal fonte de receita da indústria musical americana. O mercado de CDs permanece menor do que no período em que lojas inteiras eram ocupadas por prateleiras de discos e funciona de maneira diferente.

Os dados indicam uma mudança na relação com o formato, lançado comercialmente há mais de quatro décadas. Para parte dos consumidores, ouvir uma música e possuir o álbum não são mais ações necessariamente ligadas: é possível escutar uma faixa pelo celular e comprar o disco para mantê-lo em casa.

Texto produzido pela Redação Aprende em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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