Terça-feira, 8 de setembro de 2026
Ciência

Cabeça vendida como raposa é identificada como tigre-da-tasmânia

Peça comprada por £ 50 foi arrematada anos depois por £ 62,6 mil após análise dos dentes e exames de imagem.

Cabeça vendida como raposa é identificada como tigre-da-tasmânia
Foto: Reprodução/Instagram/@thetaxidermist

Uma cabeça empalhada que foi vendida como sendo de uma raposa acabou arrematada por £ 62,6 mil, pouco mais de R$ 430 mil. A peça havia sido comprada anteriormente por £ 50, cerca de R$ 345,50, em um mercado de antiguidades.

A identificação inicial estava errada: o item pertencia a um tigre-da-tasmânia (Thylacinus cynocephalus), maior marsupial carnívoro dos tempos modernos. A espécie foi declarada extinta em 1936.

Como o erro foi descoberto

James Cranfield, negociador de curiosidades de história natural, percebeu a possibilidade ao ver a peça anunciada em um leilão. A quantidade de incisivos superiores chamou sua atenção: raposas e outros mamíferos euterianos têm seis, enquanto o espécime apresentava oito, número característico do tigre-da-tasmânia.

“Parece um tilacino”, afirmou Cranfield ao explicar a primeira impressão que teve ao observar a cabeça ampliada. Tilacino é o nome oficial do tigre-da-tasmânia.

Outros colecionadores também reconheceram a raridade do artefato, o que aumentou os lances. Cranfield venceu a disputa e, depois do leilão, solicitou exames de imagem para verificar a identificação. Os testes confirmaram que a cabeça era de um tigre-da-tasmânia.

“Estou muito contente por não ter passado vergonha ao gastar [tanto] numa cabeça de raposa”, disse o comprador. Ele afirmou que não conseguiria mais mostrar o rosto na comunidade online ou em outro lugar caso tivesse comprado uma cabeça de raposa por aquele valor.

O novo proprietário está disposto a ceder a peça a cientistas para estudos sobre a origem, a idade e outras características do animal. A condição é que sejam usadas técnicas minimamente invasivas.

Texto produzido pela Redação Aprende em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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