Terça-feira, 8 de setembro de 2026
Ciência

Jararacas recém-nascidas dão mais botes, aponta estudo premiado no IgNobel

Pesquisa da Unesp e do Instituto Butantan venceu a categoria Biologia da premiação de 2026 após testar reações das serpentes ao toque.

Jararacas recém-nascidas dão mais botes, aponta estudo premiado no IgNobel

Um estudo brasileiro sobre o comportamento de jararacas venceu a categoria Biologia do IgNobel 2026, premiação que reconhece pesquisas científicas inusitadas. O evento foi realizado nesta quinta-feira (3/9), na Suíça.

Liderado por pesquisadores da Unesp e do Instituto Butantan, o trabalho investigou as condições que levam as serpentes a dar o bote em seres humanos. O artigo foi publicado na revista Scientific Reports em 2024.

Como foram os testes

Os cientistas reuniram mais de 100 cobras da espécie em um espaço preparado para os experimentos. Um pesquisador usava uma bota de segurança, aproximava-se a cerca de 5 cm de cada animal e tocava levemente três regiões: cabeça, meio do corpo e cauda.

As simulações ocorreram de manhã e à noite, enquanto a temperatura das serpentes era monitorada. O contato com a cabeça resultou em chance de picada de cerca de 44%. Na metade do corpo, o índice foi de 20%; na cauda, de 11%.

A idade e a temperatura também apareceram entre os fatores associados aos ataques. As serpentes recém-nascidas deram mais botes do que as adultas, enquanto as fêmeas picaram mais quando a temperatura estava alta.

Segundo os organizadores, o IgNobel segue o lema “Primeiro faz as pessoas rirem. Depois, as faz pensar”.

Outros estudos premiados

Além da Biologia, a edição teve vencedores em mais nove categorias. Em Química, uma pesquisa concluiu que o leite de determinada espécie de barata oferece mais energia do que o líquido produzido por vacas. Em Olfato, um estudo encontrou evidências de que os pais gostam do cheiro dos bebês, mas não do odor da adolescência.

Também foram premiadas pesquisas sobre a definição de beijo, o uso de roupas íntimas para avaliar a saúde do solo na Suíça, a estrutura usada por mosquitos para perfurar a pele aplicada à impressão 3D e a relação entre classe social e comportamentos reprováveis.

As demais categorias foram Física, com um estudo sobre respingos em mictórios; Paz, sobre amizades baseadas no tratamento dado a desafetos em comum; e Medicina, com uma análise da aerodinâmica de assoar o nariz.

Texto produzido pela Redação Aprende em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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