Terça-feira, 8 de setembro de 2026
Ciência

Fósseis revelam nova espécie de dinossauro gigante no Maranhão

Animal viveu há cerca de 120 milhões de anos, media aproximadamente 20 metros e foi identificado durante uma obra em Davinópolis.

Fósseis revelam nova espécie de dinossauro gigante no Maranhão
Foto: Sergey Krasovskiy/Getty Images

Fósseis encontrados durante a construção de um terminal rodoferroviário levaram à identificação de uma nova espécie de dinossauro no Maranhão. Batizado de Dasosaurus tocantinensis, o animal viveu há cerca de 120 milhões de anos, tinha aproximadamente 20 metros de comprimento e é o maior dinossauro conhecido no estado.

A descoberta ocorreu durante o acompanhamento arqueológico da obra. No início, os ossos foram considerados possíveis restos de grandes mamíferos pré-históricos. Avaliações posteriores feitas por pesquisadores brasileiros indicaram que o material pertencia a um saurópode, grupo de dinossauros herbívoros caracterizado pelo pescoço comprido e pelo grande porte.

Os fósseis estavam a cerca de oito metros de profundidade, em uma formação geológica com aproximadamente 120 milhões de anos. Entre as peças identificadas estão vértebras da cauda, costelas e ossos dos pés, braços e pernas. Também foi encontrado um fêmur de aproximadamente 1,5 metro. O conjunto é considerado relativamente completo, e outros restos do mesmo animal podem continuar enterrados no local.

Relação com dinossauros da Europa

A espécie foi descrita no Journal of Systematic Palaeontology em 12 de fevereiro. Para chegar à identificação, os cientistas analisaram os fósseis, a estrutura microscópica dos ossos e as relações evolutivas do animal.

O estudo apontou que o parente conhecido mais próximo do Dasosaurus tocantinensis é o Garumbatitan morellensis, encontrado na Espanha. A linhagem provavelmente surgiu na Europa e alcançou a América do Sul pelo norte da África entre aproximadamente 140 milhões e 120 milhões de anos atrás.

Com cerca de 20 metros, o novo dinossauro supera o Amazonsaurus maranhensis, que media aproximadamente 10 metros. A análise dos ossos também identificou características combinadas de saurópodes mais antigos e de titanossauros posteriores. Esse resultado pode ajudar a investigar a evolução do crescimento e da remodelação óssea nesses animais.

A equipe negocia novas escavações na área da obra. Os pesquisadores acreditam que mais ossos do indivíduo ainda estejam enterrados e que esses fósseis possam ampliar o conhecimento sobre a espécie e sobre os grandes saurópodes da América do Sul.

Texto produzido pela Redação Aprende em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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