Piracicaba, Quinta-feira, 10 de setembro de 2026
Educação

Como organizar a preparação para a prova de matemática do Enem 2026

Revisão da matemática básica, leitura de gráficos e resolução de provas anteriores estão entre as orientações dos professores.

Como organizar a preparação para a prova de matemática do Enem 2026
Foto: Folhapress

A preparação para a matemática do Enem 2026 deve combinar revisão dos fundamentos, interpretação e treino de prova. A avaliação terá 45 questões, e os professores recomendam que o estudante não concentre a reta final em um único assunto.

Comece pelos fundamentos

Um levantamento do Grupo Educacional Farias Brito com exames aplicados de 2009 a 2025 aponta a aritmética como o conteúdo mais recorrente, presente em 17,7% das questões. Na sequência aparecem razão, proporção e escala, com 13,6%; funções, equações, inequações e gráficos, com 12,1%; estatística e geometria espacial, com 10,8% cada; geometria plana, com 9,6%; e porcentagem e matemática financeira, com 9,4%.

A orientação é retomar operações, frações, números decimais, razão, proporção, regra de três e porcentagem antes de avançar para temas mais complexos. Esses conhecimentos são usados como apoio na resolução de outras questões.

Para Monique Covi, professora de matemática do Cursinho da Poli, a revisão dos fundamentos não significa estudar conteúdos secundários. “A matemática básica não é uma matemática fácil. Matemática básica é a base para se realizar todos os conteúdos, todos os cálculos, todas as questões”, explica.

Interpretação faz parte do conteúdo

As questões podem apresentar situações do cotidiano e exigir que o participante identifique o conceito matemático envolvido. Em funções, por exemplo, os enunciados podem trazer situações sobre custo fixo, custo variável, lucro máximo e lucro mínimo, exigindo a leitura cuidadosa do texto.

Gráficos e tabelas também devem entrar no treinamento. Segundo Alexandre Moura, professor de matemática do Farias Brito, a prova é “muito visual”. Em estatística, a capacidade de interpretar essas representações é necessária para compreender os dados apresentados.

A prática deve acompanhar a revisão teórica. Covi orienta que o estudante resolva exercícios com textos, gráficos e tabelas para desenvolver a leitura exigida pelo exame.

Na geometria, a preparação pode priorizar áreas na geometria plana e volumes na geometria espacial. Também fazem parte desse estudo prismas, pirâmides, esferas, cilindros e cones.

Use provas anteriores e analise os erros

Com a proximidade do exame, em novembro, os professores recomendam resolver questões de edições anteriores do próprio Enem. Esse treino ajuda a reconhecer modelos de raciocínio e os tipos de problemas apresentados.

Depois de cada exercício, o estudante deve revisar as respostas incorretas e tentar resolver novamente as questões em outro momento. A análise pode indicar se a dificuldade está no conteúdo, no conceito ou em algum fundamento da matemática básica.

Uma das sugestões é manter um caderno com os erros. O registro permite acompanhar as dificuldades que continuam aparecendo e selecionar exercícios semelhantes para praticar.

Estratégia para a prova

Quem busca uma nota mais alta, especialmente para cursos muito concorridos, pode avançar depois de consolidar a base. Entre os assuntos que exigem atenção estão análise combinatória, probabilidade e geometrias. Ainda assim, a recomendação é garantir primeiro as questões fáceis e médias, antes de tentar os itens mais complexos.

A administração do tempo também precisa ser treinada. Uma estratégia é fazer uma primeira leitura para localizar questões mais acessíveis, muitas vezes identificadas por textos curtos, gráficos, tabelas ou imagens. O estudante pode resolver esses itens inicialmente e deixar os mais difíceis para uma segunda etapa.

Texto produzido pela Redação Aprende em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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