Piracicaba, Quinta-feira, 10 de setembro de 2026
Brasil

Caixa tem greve nacional, e Banco do Brasil paralisa parte das atividades

Paralisações começam na quinta-feira (10), enquanto bancos mantêm negociações sobre reajuste, plano de saúde e demais pontos do acordo.

Caixa tem greve nacional, e Banco do Brasil paralisa parte das atividades

Trabalhadores da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil iniciam greve por tempo indeterminado na quinta-feira (10). A paralisação será nacional na Caixa. No Banco do Brasil, a adesão será parcial, porque parte dos funcionários aprovou o acordo coletivo.

A convenção coletiva de trabalho foi assinada na quarta-feira (9) pelo Sindicato dos Bancários. O acordo prevê reajuste salarial acima da inflação para cerca de 500 mil bancários, com aplicação do mesmo percentual nos benefícios de vale-alimentação, vale-refeição e auxílio-creche. A categoria também terá direito à Participação nos Lucros e Resultados (PLR).

Motivos das paralisações

Na Caixa, o principal impasse envolve o plano de saúde. Atualmente, os bancários pagam 3,5% do salário-base pelo convênio, além de R$ 480 por mês para cada dependente. Para dependentes entre 24 e 27 anos, a cobrança é de R$ 800.

A proposta apresentada pela Caixa elevaria o percentual para 5,5%. O valor mensal por dependente passaria a R$ 870 e, para os dependentes maiores, chegaria a R$ 1.050. A proposta foi rejeitada, embora as negociações tenham sido retomadas na noite de quarta-feira (9).

Na assembleia, 93 bases sindicais aprovaram a greve. Outras 35 rejeitaram a proposta, mas preferiram continuar negociando. Nas demais bases, o acordo foi aprovado.

A presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Neiva Ribeiro, afirmou que a proposta está distante das necessidades dos trabalhadores e destacou a preocupação com o Saúde Caixa. Em nota, a Caixa informou que mantém o diálogo com as entidades dos empregados e que as renegociações foram reabertas.

Situação no Banco do Brasil

No Banco do Brasil, o custeio do plano de saúde também está entre os pontos de conflito. Em assembleias, 39 sindicatos aprovaram a proposta de aporte de R$ 360 milhões para manter o plano até novembro deste ano.

A maioria, formada por 60 sindicatos, rejeitou a proposta e decidiu retomar as negociações. Outros 27 sindicatos aprovaram a greve a partir de quinta-feira (10), incluindo entidades de Belo Horizonte, Bahia, Ceará e Piauí.

O Banco do Brasil informou que participa da mesa única da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e mantém uma mesa específica para as reivindicações dos funcionários. O banco orientou os clientes a usar aplicativo, internet banking, correspondentes bancários e telefone. Os números informados são 4004-0001, para capitais e regiões metropolitanas, e 0800-7290001, para as demais localidades. Também há atendimento pelo WhatsApp, no número 61 4004-0001.

Reajuste e PLR

O índice de correção dos salários será divulgado na sexta-feira (11). Ele corresponderá à inflação medida pelo INPC entre setembro de 2025 e agosto de 2026, somada a 0,6% de aumento real.

A PLR não tem valor fixo: depende do salário do empregado e do lucro do banco. Pela fórmula prevista, a parcela básica considera 90% do salário-base e das verbas salariais fixas, além de uma parcela fixa. A parcela adicional corresponde à distribuição de 2,2% do lucro líquido do banco entre os empregados elegíveis, respeitados os limites individuais e os relacionados ao lucro de cada instituição.

A PLR referente a 2026 será paga até o fim de março de 2027, com antecipação ainda neste mês. Essa antecipação terá uma parcela calculada sobre o salário e outra vinculada ao lucro do banco no primeiro semestre. Os valores fixos e os limites da fórmula serão atualizados pelo reajuste.

Neiva Ribeiro também afirmou que pretende discutir questões de saúde mental relacionadas às regras da NR-1. A sindicalista disse ainda que as instituições devem orientar os clientes sobre alternativas para pagar contas, boletos, tributos e outros compromissos durante a greve.

Texto produzido pela Redação Aprende em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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