MARINGÁ — O marido da médica Gassi Mazia, de 37 anos, é investigado pela morte dela em um apartamento no Paraná. João Vitor Domingues Romeiro teria ficado algumas horas no imóvel com o corpo da vítima antes de deixar sozinho o filho do casal, de oito meses, segundo o Ministério Público.
Um familiar encontrou a médica depois de ouvir o choro da criança. O bebê não estava ferido. Três facas foram localizadas ao lado do corpo. O caso foi registrado como feminicídio.
O Ministério Público afirma que João invadiu o apartamento e matou Gassi porque não aceitava o fim do relacionamento. A manifestação do órgão foi baseada em depoimentos de policiais militares que atenderam a ocorrência e em relatos de testemunhas. O delegado Adriano Garcia declarou que o homem tentava reatar a relação com a médica.
Prisão e investigação
João foi localizado em um carro estacionado no pátio da casa de uma familiar, em Mandaguari, a 32 quilômetros de Maringá, onde o crime ocorreu. Ele tinha ferimentos no pescoço, recebeu voz de prisão e foi levado a um hospital. O homem continua internado e ainda não passou por audiência de custódia, marcada para esta quarta-feira (9).
Na noite de sábado (5), João teria enviado mensagens à familiar para saber se ela estava em Mandaguari. Depois, pediu o endereço por telefone, sem mencionar inicialmente a morte da médica. Ainda dentro do veículo, ele teria confessado o crime.
“Ele falou para mim que ele e a Gassi tinham brigado e que ele tinha matado ela”, disse a testemunha.
O corpo já havia sido encontrado pelo familiar antes da chegada da polícia. O sepultamento de Gassi ocorreu na manhã de segunda-feira (7).
Repercussão
João era servidor público da Prefeitura de Marialva, que informou sua exoneração após o caso e declarou repúdio à violência contra a mulher.
Gassi trabalhava na UBS Nova Aliança, em Sarandi. Em nota de pesar, a prefeitura afirmou que a médica era dedicada ao atendimento da população e repudiou todas as formas de violência contra as mulheres.







