O principal suspeito da morte de Thiago Fernando Vieira, autônomo que trabalhava como vendedor de ouro, foi preso na manhã desta quarta-feira (9), em Palhoça, na Grande Florianópolis. O crime aconteceu em 10 de abril, no bairro Aririú. A vítima tinha 36 anos.
A Polícia Civil afirma que o suspeito conhecia Thiago e trabalhava com ele no comércio de joias. A investigação aponta que essa proximidade foi usada para marcar uma suposta negociação de ouro e joias. Os dois seguiram na mesma motocicleta até uma trilha localizada na Servidão 792, no bairro Aririú da Formiga.
Durante o trajeto, o suspeito estava na garupa e teria atirado pelas costas de Thiago. Depois do disparo, ele também agrediu a vítima. Para a Polícia Civil, o caso é tratado como latrocínio, crime de roubo seguido de morte.
Ocultação de provas
Depois do crime, o suspeito levou a motocicleta de Thiago até a casa de conhecidos. O veículo estava ensanguentado e foi deixado no imóvel. Conforme a investigação, três pessoas ajudaram a esconder evidências mesmo sabendo que a vítima estava desaparecida e diante de indícios de envolvimento no caso.
A motocicleta ficou temporariamente guardada em uma residência, foi lavada para retirar vestígios de sangue e teve parte desmontada. A roda dianteira foi removida. Em seguida, o veículo foi levado para a região do Rio do Madre, onde acabou abandonado.
Além da prisão do suspeito, a operação da Polícia Civil cumpriu três mandados de busca e apreensão.
Quem era Thiago
Thiago morava na Ponte do Imaruim, em Palhoça. Amigos e conhecidos o descreveram nas redes sociais como uma pessoa honesta e de boa convivência.
A viúva, Priscila Cardoso, também publicou uma homenagem ao marido após a morte. “Minha vidoca para sempre. Eu preciso que tu me guie aí do céu. Sozinha eu não vou conseguir. Vou te amar até os meus últimos dias”, escreveu.







