FLORIANÓPOLIS — Duas crianças, de 10 e 11 anos, e um adolescente de 12 anos furtaram no domingo (6) um carro avaliado em R$ 159 mil. O grupo teria aprendido noções de direção jogando videogame, de acordo com a Delegacia Especializada no Atendimento ao Adolescente em Conflito com a Lei (Deacle).
O veículo, um Omoda 5 automático e híbrido, estava sem placas porque seria entregue a uma concessionária na terça-feira (8). O adolescente de 12 anos teria dirigido durante a fuga, que ocorreu em alta velocidade pela região continental da cidade. No trajeto, o carro bateu em uma motocicleta.
O delegado Victor Dutra Harger, titular da Deacle, afirmou que os envolvidos demonstraram conhecimento sobre o funcionamento de veículos, principalmente na seleção do câmbio automático, como “D = Drive, etc”.
Como o furto aconteceu
Segundo a Polícia Militar, o automóvel estava estacionado na Rua 14 de Maio, no bairro Capoeiras, durante a tarde de domingo. A chave reserva havia sido deixada dentro do veículo. As crianças e o adolescente entraram no carro, ligaram o motor e saíram com o automóvel.
Após a colisão com a motocicleta, a Polícia Militar foi chamada e iniciou buscas. Os agentes receberam a informação de que o carro havia parado no bairro Estreito. O veículo foi encontrado sem placas, e os três envolvidos foram abordados.
O grupo e o automóvel recuperado foram levados à Central de Plantão Policial, onde foram realizados os procedimentos cabíveis.
Medidas previstas para os envolvidos
Pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o adolescente de 12 anos poderá receber medida socioeducativa se a investigação apontar ato infracional análogo a crime. As duas crianças estão sujeitas a medidas de proteção aplicadas pelo Conselho Tutelar.
Até o momento, não há indícios de responsabilidade penal dos pais ou responsáveis legais. Se forem identificadas negligência ou falha no dever de guarda, o Conselho Tutelar e o Ministério Público poderão aplicar medidas protetivas.
A Polícia Civil também investiga as circunstâncias anteriores ao furto, incluindo a situação familiar e a rotina do grupo, com apoio da rede de proteção.







