Piracicaba, Quarta-feira, 9 de setembro de 2026
Brasil

Pisa 2025: Brasil mantém desempenho, mas desigualdade limita aprendizagem

Avaliação mostra que a maioria dos estudantes brasileiros não alcança o nível mínimo em Matemática, Ciências e Leitura.

Pisa 2025: Brasil mantém desempenho, mas desigualdade limita aprendizagem

O Brasil manteve desempenho semelhante ao de 2022 no Pisa 2025, enquanto a média internacional caiu no período. Os dados foram divulgados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) nesta terça-feira, 8.

O Programa Internacional de Avaliação de Estudantes mede o desempenho de estudantes de 15 anos em Leitura, Matemática e Ciências. Nesta edição, participaram 91 países e/ou economias, incluindo o Brasil. No país, 30.140 estudantes de 1.053 escolas fizeram a avaliação.

Em Leitura, o Brasil alcançou 408 pontos, dois a menos que na edição anterior. Em Matemática, foram 377 pontos, também com redução de dois pontos. Já em Ciências, a média chegou a 409 pontos, seis acima do resultado anterior.

Baixo desempenho e desigualdade

A nota técnica “O desempenho brasileiro no Pisa 2025”, elaborada pelo Todos Pela Educação, destaca a proporção de estudantes abaixo dos níveis mínimos de proficiência. Em Matemática, 72% dos alunos brasileiros não atingiram o nível mínimo, contra 35% na média da OCDE. Em Ciências, esse percentual foi de 52%, diante de 26% na organização. Em Leitura, 51% não alcançaram o patamar mínimo, enquanto a média da OCDE ficou em 31%.

A análise também compara o Brasil com países vizinhos da América Latina. O desempenho brasileiro permaneceu basicamente estável no decênio, enquanto os países da região e a OCDE registraram queda. Na organização, a redução foi puxada principalmente pela diminuição da quantidade de estudantes que alcançam resultados mais avançados.

As diferenças socioeconômicas aparecem nos três domínios avaliados. Entre os estudantes mais pobres, 89% tiveram baixo desempenho em Matemática, 70% em Ciências e 67% em Leitura. Esses percentuais foram muito superiores aos observados entre os mais ricos. Além disso, praticamente não há estudantes entre os mais pobres com desempenho alto em nenhuma das áreas.

Texto produzido pela Redação Aprende em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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