Quarta-feira, 9 de setembro de 2026
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Término pode ativar no cérebro regiões ligadas à dor física

Psicóloga explica como memórias, recompensas e mudanças químicas ajudam a entender o sofrimento após o fim de uma relação.

Término pode ativar no cérebro regiões ligadas à dor física

A rejeição e o fim de um relacionamento podem ativar regiões do cérebro semelhantes às envolvidas na percepção da dor física, segundo a psicóloga Lara d’Almeida. A explicação foi dada em entrevista ao Sem Censura.

Experimentos científicos analisaram o funcionamento cerebral de pessoas que passaram por um término. Em uma das situações descritas pela psicóloga, o participante recebe um estímulo físico doloroso, como uma temperatura elevada no antebraço, enquanto passa por uma ressonância magnética. Depois, os pesquisadores retomam uma situação emocional relacionada à rejeição ou ao fim da relação.

As imagens podem mostrar ativação semelhante em determinadas áreas nos dois momentos. “Quando eu tenho a dor física e quando eu me lembro do término”, explicou Lara.

Memórias podem provocar reações físicas

A lembrança do relacionamento pode ser reativada por elementos associados à convivência, como um lugar, uma fotografia, uma mensagem ou um cheiro. Esses estímulos podem desencadear sensações físicas porque fazem o cérebro retomar parte da resposta emocional ligada à experiência.

“Quando eu passo naquele parque me dá um aperto no coração, eu sinto”, exemplificou a psicóloga. Para ela, a reação não é necessariamente imaginária.

Lara também relaciona o sofrimento às mudanças em sistemas químicos ligados ao bem-estar e à recompensa. Um deles é o sistema opioide endógeno, associado à produção de substâncias como as endorfinas. Durante o isolamento provocado pelo fim da relação, pode haver redução da atividade desse sistema, levando a uma sensação de queda.

Outro envolvido é o sistema dopaminérgico, ligado à busca por recompensa. No relacionamento, interações cotidianas, como receber uma mensagem, um elogio ou atenção, podem funcionar como estímulos recompensadores.

Depois do término, o cérebro pode continuar procurando essas recompensas. Isso ajuda a explicar a vontade de mandar mensagem, buscar notícias do ex ou tentar retomar o contato. Superar a relação exige adaptação à ausência de vínculos, interações e estímulos que faziam parte da rotina.

Texto produzido pela Redação Aprende em Foco com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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